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Agradecimentos
Esta pesquisa nasce do encontro entre pessoas, territórios e memórias. Mais do que um trabalho de investigação, ela representa um compromisso com a valorização dos saberes tradicionais, da cultura afro-cearense e das histórias que continuam sendo preservadas nas Casas de Farinha da Serra do Rosário.
Expresso minha sincera gratidão a Diego de Santos, cuja escuta atenta, orientação e contribuições teóricas foram fundamentais para o amadurecimento desta pesquisa. Seu olhar sensível e seu compromisso com a preservação da memória fortaleceram este trabalho em diferentes etapas, ampliando as possibilidades de interpretação das Casas de Farinha como lugares de memória e patrimônio cultural vivo.
Agradeço ao Museu da Imagem e do Som do Ceará (MIS-CE) e ao Instituto Mirante de Cultura e Arte pelo apoio institucional e pela oportunidade de desenvolver esta pesquisa por meio do programa Preta Tia Simoa. Iniciativas como essa reafirmam a importância de incentivar pesquisas voltadas à memória negra, aos territórios tradicionais e à valorização de narrativas historicamente invisibilizadas, contribuindo para a preservação do patrimônio cultural cearense.
Minha gratidão estende-se às famílias da Serra do Rosário, especialmente aos entrevistados Cesário Pia, Luiz Pia, Flaviana Lima, Luiz Lucas, João Batista e Dona Divina, que abriram as portas de suas Casas de Farinha e compartilharam generosamente suas histórias, lembranças e conhecimentos. Cada relato, cada demonstração de trabalho e cada gesto registrado transformaram esta pesquisa em um verdadeiro exercício de escuta, aprendizado e respeito.
Agradeço também à comunidade da Serra do Rosário por preservar, através do trabalho cotidiano, um patrimônio que ultrapassa a produção da farinha. Nas Casas de Farinha permanecem vivos conhecimentos, técnicas, formas de organização coletiva, memórias familiares e modos de vida que constituem parte fundamental da história da população negra rural do Ceará.
Por fim, agradeço a todas as pessoas que, direta ou indiretamente, contribuíram para a realização deste projeto e acreditam na importância da pesquisa, da fotografia documental e da memória como instrumentos de preservação cultural.
Este trabalho pertence, acima de tudo, às pessoas que mantêm viva a cultura da farinha. Que estas páginas, fotografias e narrativas possam contribuir para que suas histórias continuem sendo reconhecidas, valorizadas e transmitidas às futuras gerações.
Léo Mendonça
Pesquisador, fotógrafo documental e autor da pesquisa
Memórias Negras da Farinha: Trabalho, Território e Presença Afro-Cearense na Serra do Rosário
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